Rota do Fado

Conheça os bairros típicos do fado e descubra lugares que vão ficar na memória.

Joel Pina

17 de Fevereiro de 1920 (Violista)


Joel Pina é uma referência na história do fado, não só pelo seu virtuosismo como instrumentista como também pelo papel fundamental que desempenhou na integração da viola baixo no universo fadista. Antes este não era um instrumento habitual no acompanhamento do fado. Foi Joel Pina que, a partir dos anos 50, o introduziu neste ambiente sonoro. Integrou o quarteto de guitarras Raul Nery e acompanhou fadistas de primeira grandeza como Maria Teresa de Noronha e Amália, com quem correu mundo.

José Carlos Ary dos Santos

7 de Dezembro de 1937 - 18 de Janeiro de 1984 (Autor)


Poeta de enorme talento, da sua pena saíram alguns dos mais belos versos cantados em fado. À qualidade lírica da sua poesia juntou uma liberdade criativa que renovou a canção tradicional lisboeta. O exemplo maior da sua influência está no disco de Carlos do Carmo "Um Homem na Cidade", para o qual escreveu todas as letras, e que marcou a história do fado. Embora se tenha destacado particularmente na música ligeira portuguesa, contribuindo para a sua renovação, o legado que deixou no fado é inestimável. 

Lucília do Carmo

4 de Novembro de 1919 - 19 de Novembro de 1998 (Intérprete)


Tinha 17 anos quando Lucília do Carmo recebeu o seu cartão profissional. Embora tivesse nascido no Alentejo, a canção de Lisboa entrou-lhe cedo na alma e consagrou-a como uma das maiores fadistas da sua geração. "Maria Madalena", "Travessa da Palha" e "Loucura" são alguns dos seus maiores sucessos. Foi proprietária e cabeça de cartaz de uma das casas de fado mais afamadas do Bairro Alto, a "Faia", e mãe do grande fadista Carlos do Carmo.

Manuel de Almeida

27 de Abril de 1922 - 31 de Dezembro de 1995 (Intérprete)


Nasceu na bica. Aos dez anos já cirandava pelos retiros fadistas, fascinado com as tertúlias, os acordes das guitarras e sobretudo com a atitude dos intérpretes do fado. Na adolescência já o cantava como amador, mas a sua carreira profissional despontou mais tarde, numa noite em que se aventurou a cantar numas das casas mais credenciadas dos anos 50, a Tipóia. Cantou dois fados e foi logo contratado e a partir daí não mais parou. Especializou-se no fado castiço.

Maria da Fé

25 de Maio de 1942 (Intérprete)


Começou a cantar ainda criança em festas de amadores e entrou muito jovem para o elenco de uma das mais famosas casas de fados, a Adega Machado, onde iniciou a sua carreira profissional. Em 1975 abriu com o marido a sua própria casa, o Senhor Vinho. Intérprete de temas tão emblemáticos como "Cantarei até que a voz me doa" e "Valeu a Pena", é tem uma voz poderosa e inconfundível.