A partir da tragédia Medeia, do mito de La Llorona e da ficção que convoca a figura de um filicídio, o espetáculo propõe um exercício de discussão e imaginação sobre outras formas de olhar para a justiça.
Justiça Cega reflete sobre a complexidade da justiça, partindo de uma perspetiva feminina e feminista. Problematizando o silêncio como escolha possível de defesa e o silenciamento como imposição sobre quem se quer defender, questiona a encenação da audiência onde quem se defende tem muitas vezes de abdicar da sua própria voz ou, mesmo falando, não é efetivamente ouvida.
A partir da tragédia Medeia, do mito de La Llorona e da ficção que convoca a figura de um filicídio, o espetáculo propõe um exercício de discussão e imaginação sobre outras formas de olhar para a justiça.
Justiça Cega questiona a naturalização de um julgamento através do exercício da atribuição de uma voz a estas três arguidas. Não para as ilibar, mas para refletir sobre um pensamento judicial, onde a complexidade das narrativas femininas não é apagada, mas sim transformada no ponto de partida para que seja feita justiça.