O MNAC - Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado e a DuplaCena apresentam, pelo 11.º ano consecutivo, uma exposição dedicada ao loop enquanto forma seminal da imagem em movimento, capaz de transformar a nossa experiência do tempo e da memória.
Reunindo obras históricas e contemporâneas, esta nova edição do LOOPS. EXPANDED inaugura a 14 de julho com Ah! Se a Vida Fosse Sempre Assim…, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes. Neste plano-sequência em loop, os artistas evocam, através de um gesto de grande intimidade, a sensação de uma saudade infinita, de um momento suspenso no tempo.
A exposição prossegue de 11 a 30 de agosto com dois vídeos de natureza formal e conceptualmente experimental, selecionados através da Open Call lançada anualmente. O primeiro, Rosa / Zita: Um Espaço Liminal, de Eunice Pais, recorre a estruturas cíclicas para se apropriar da narrativa pessoal da artista enquanto arquivo pós-colonial, moldado pela herança, pelo deslocamento e pelo regresso. Maquinal, de Leonardo Gracés, é um díptico de imagem em movimento no qual a repetição e a justaposição convidam o espectador a reconfigurar continuamente a sua perceção e interpretação das imagens.
A exposição encerra com La Jetée, de Chris Marker, uma obra incontornável da história do cinema experimental, cujo tratamento singular do tempo, da memória e da narrativa influenciou profundamente gerações de cineastas, artistas e teóricos, exibida entre 15 e 03 de outubro.