A partir das memórias de um grupo de enfermeiras paraquedistas portuguesas que prestaram serviço durante a Guerra Colonial, a artista apresenta um conjunto de pequenas fotobiografias que retratam cenas da vida profissional e quotidiana em África.
A artista investiga, especialmente através da fotografia, arquivos pessoais e institucionais, de comunidades específicas, que apresenta em exposições e através de catálogos de grande riqueza gráfica.
Nos últimos anos, tem trabalhado a memória de algumas comunidades de emigrantes portuguesas nos EUA.
De uma dessas exposições (no Cinzeiro 8, Museu de Electricidade, 2011), intitulada New World Parkville resultou um catálogo distinguido pela crítica.
A sua nova proposta aborda uma questão transversal à arte atual relacionada com algumas questões históricas do pós-colonialismo.
Através de entrevistas e recolhas de material, a artista faz literalmente o retrato de um conjunto de enfermeiras paraquedistas do exército português de serviço em África, nas décadas de 60 e 70.
Cenas da sua vida profissional e da vida quotidiana em África, momentos de trabalho e de lazer.
Trata-se, mais uma vez de registar, recuperar e fixar memórias individuais e coletivas de um grupo profissional pouco estudado e pouco conhecido.
O catálogo reúne textos de Margarida Correia, Irene Flunser Pimentel e João Pinharanda, a par de uma seleção de imagens que estarão em exposição.