Não exageramos se dissermos que O Pai (1887) é uma das peças mais ferozes de August Strindberg.
Não exageramos se dissermos que O Pai (1887) é uma das peças mais ferozes de August Strindberg. Um abalo sísmico em três atos, que continua a sacudir até aos alicerces as paredes da sala de estar da família burguesa.
Num lar tradicional, o pai, Capitão, e a mãe, Laura, estão em conflito aberto sobre a educação da filha, Berta.
Quando o Capitão tenta impor a sua vontade, Laura retalia, instilando o vírus da dúvida: seria ele, de facto, o pai de Berta?
A incerteza lança o Capitão no devastador pesadelo da paranoia, da alucinação e da demência.
O Pai põe em cena temas caros a Strindberg, não sem uma sombra de misoginia: o autor via as relações entre homens e mulheres como uma “luta de morte pelo poder”.
Regressamos à obra do dramaturgo das “vastas extensões do íntimo”, com encenação de Gonçalo Waddington.
O Pai, de August Strindberg, com encenação de Gonçalo Waddington
Sessões de quarta a sábado, às 20h, e domingo, às 17h30, na Sala Luís Miguel Cintra.
Sessões com audiodescrição a 25 e 27 de setembro.
Classificação M/14