Saramago Route

Rota do Saramago

 

Publicado em 1982, “Memorial do Convento” é o romance mais icónico de José Saramago.

Traduzido em mais de 20 línguas, com mais de 50 edições, versa um tema recorrente na obra do escritor: a oposição entre ricos e pobres, exploradores e explorados.

A sua ação decorre no século XVIII, durante o reinado de D. João V, rei que mandou construir o Convento de Mafra, obra gigantesca, financiada pelo ouro do Brasil, à época uma colónia do império português.

A oposição entre a megalomania régia e a miséria do povo que construiu aquele monumento atravessa toda a obra, sob a pena mordaz de Saramago. E no meio, como não poderia deixar de ser, uma arrebatadora história de amor.

Mandado construir por D. João V (séc. XVIII) é formado pelo Paço Real, uma Basílica, um Convento e uma Tapada. Sobressaem 2 Carrilhões, 6 Órgãos históricos, a Biblioteca e uma Enfermaria oitocentista.

O Paço Real ocupa o andar nobre do edifício de Mafra e os 2 torreões, sendo o do Norte destinado ao Rei e o do Sul à Rainha, ligados por uma longa galeria de 232 m – o maior corredor palaciano na Europa. Este edifício, com c. 40.000 m2, albergou um convento franciscano (300 frades) - destacando-se o Campo Santo, a Enfermaria, a Sala Elíptica (capitular), a Sala dos Atos Literários, a Escadaria e o Refeitório.

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra

 

A sua importante Biblioteca é considerada uma das mais belas do mundo. 

 

A Real Tapada de Mafra foi criada em 1747, com o objectivo de proporcionar um adequado envolvimento ao Monumento, de constituir um espaço de recreio venatório do Rei e da sua corte e ainda de fornecer lenha e outros produtos ao Convento. Com uma área de 1200 hectares, a Real Tapada de Mafra era rodeada por um muro de alvenaria de pedra e cal, com uma extensão de 21 Km. Desde o século XVIII até à Implantação da República, a Real Tapada de Mafra foi local privilegiado de lazer e de caça dos monarcas portugueses. A partir de 1941 foi submetida ao regime florestal total, sob tutela da Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, passando a ser gerida numa perspectiva mais ambiental.